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GRÉCIA PERDE 33 SEGURADORAS EM 10 ANOS

33 Insurers Shut Down in Greece over the Last Ten Years

A crise economica vivida pelos gregos também atinge o mercado segurador, usado na importante tarefa de transferir os riscos.

Em 2003 operavam 100 companhias de seguros na Grécia. Em 2013 esse número encolheu para 67 com o fechamento da EVIMA Insurance e da Diethnis Enosis.

Ainda operam naquele país 20 filiais de seguradoras estrangeiras, 47 SAs gregas e 3 Mútuas. O cenário econômico da Grécia com a provável saída da Zona do Euro é péssimo, o governo de esquerda radical do Syrisa provavelmente construirá normas ainda mais restritivas ao investimento de capital, a transferência e remessa de lucros, e ao investimento das reservas técnicas. Este último é fundamental para a operação e o equilíbrio de uma seguradora.

Portanto, acredito que restem poucas seguradoras operando na Grécia nos próximos anos.


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Quebraram de direito mas o monopólio do resseguro permanece de fato.

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Essa é a estatística de prêmios de resseguros, tendo como fonte os dados da SUSEP, referentes ao ano de 2009 até o mês de novembro. O que se depreende desses dados?

1) Apesar da quebra do monopólio, em janeiro de 2007, o IRB continua dominando o resseguro no Brasil. Com 78% de market share.

2) A J Malucelli, pertencente a grupo do setor de construção civil, supostamente seria a única especializada no seguro Garantia (Financeiro). No entanto, 27% dos seguros da Munich Re são de Garantias Financeiras. Todos sabem que há uma parceria forte entre as duas resseguradoras, até porque a J. Malucelli não pode reter muito risco: a JMalucelli retem 28% do risco contra 56% de retenção da Munich Re. Ou seja, temos IRB, J Malucelli e Munich Re dividindo “igualmente” a operação de seguros Garantia.

3) A Munich Re tem foco nos seguintes segmentos, na seguinte ordem de prioridades: Garantias Financeiras, Crédito, Vida, Incêndio e RC.

4) Alguns segmentos ainda dependem totalmente do IRB. O Rural é 91% colocado no IRB com 61% de retenção!  Os cascos marítimos e aeronáuticos são 95% colocados no IRB, que repassa 82% ao exterior. O IRB ainda recebe 77% dos seguros patrimoniais (incêndio, RO, RN) e retém 40% do risco, vale ressaltar que 36% do mercado é desse tipo de seguro. Os transportes de carga também são altamente dependentes do IRB, que recebe 88% da cessão de resseguro com 89% de retenção!

Conclusão: Ainda estamos no princípio das mudanças neste setor, que serão lentas, e ainda dependemos muito do IRB. Por sua vez o IRB está negando riscos complicados e visando legitimamente o lucro (o que não fzia na época do monopólio), e o resultado será a dificuldade de se colocar riscos especiais.